Áreas de atuação

Responsável: Viviane Bagile Areas

  •      Atualmente as enfermarias do Serviço de Doenças infectocontagiosas e parasitárias (DIP) possuem 25 leitos com as seguintes clínicas: neurológica, dermatológica, DIP geral, DIP isolamento, DIP Covid e DIP Covid isolamento.  A DIP geral possui pacientes com a forma grave de doenças infecciosas, como o HIV, por exemplo. Em geral o abandono do tratamento feito com os retrovirais - ou a irregularidade destes - é o principal motivo que leva os pacientes a internação. Nas enfermarias DIP isolamento, internam os pacientes infectados com bactérias multirresistentes, como ERC, Cianobactérias e Bacilo de Koch. Na DIP Covid isolamento são internados pacientes com o agravamento da infecção por covid-19 e que ainda transmitem o vírus. Já nas enfermarias DIP covid gerais, ficam os pacientes que não transmitem mais o vírus, mas que ainda necessitam de cuidados em função das sequelas deixadas pela infecção.
  •                                                                                                                                                                                                                       
  •      Neste cenário, a Psicologia atua oferecendo acolhimento e escuta qualificada aos pacientes internados e a seus familiares. A condição e internação traz sentimentos adversos como a incerteza, ansiedade, fragilidade, vulnerabilidade e o medo. Para além de um corpo que luta contra uma infecção oportunista existe um sujeito, uma história. É a partir desta perspectiva que a Psicologia busca atuar, dando voz aos sujeitos e fornecendo suporte às suas angústias.
  •                                                                                                                                                                                                              
  •      O trabalho da Psicologia na enfermaria da DIP se integra ao trabalho da equipe multiprofissional. Pessoalmente ou por meio de pedidos de parecer, os profissionais das diversas áreas que lá atuam podem solicitar avaliação e acompanhamento psicológico para pacientes que apresentam algum tipo de sofrimento relacionado ao processo de adoecimento/internação ou dificuldades em aderir ou dar continuidade aos tratamentos em curso. Além disso, o Serviço de Psicologia realiza busca ativa em todas as clínicas localizadas com o objetivo de apresentar o Serviço de Psicologia aos pacientes, bem como colocá-lo disponível a todos os pacientes que desejarem este tipo de acompanhamento durante a internação. O acolhimento é pontual e frequentemente se encerra com a alta do paciente. Entretanto, caso haja a necessidade de um trabalho continuado com a Psicologia, são feitos encaminhamentos para que o paciente possa dar continuidade ao processo terapêutico. Em alguns casos, quando as questões que se relacionam diretamente com o adoecimento/internação do paciente ainda reverberam no tratamento pós alta, há a possibilidade de acompanhamento psicológico ambulatorial. A rotina psicológica na enfermaria da DIP se desenvolve às quartas-feiras e aos sábados com a participação de uma psicóloga do staff e de uma psicóloga do Curso de Especialização em Psicologia Hospitalar HUCFF/UFRJ.

Responsável: Cláudia Oliveira Correa

  •      A avaliação neuropsicológica é um exame utilizado pelo profissional psicólogo e seu objetivo principal é investigar as funções cognitivas. Entende-se como funções cognitivas a capacidade de ter atenção e concentração em tarefas rotineiras ou intelectuais, a capacidade de utilizar a memória de maneira ampla, a capacidade de percepção a detalhes, a capacidade de expressar e compreender a linguagem, o uso adequado do vocabulário, a utilização das funções espaciais, dentre outras ações que exijam uma ação do raciocínio.
     
  •      A partir da utilização de uma bateria de testes/instrumentos neuropsicológicos, que são normatizados e validados para a população brasileira, o neuropsicólogo poderá inferir e correlacionar por meio de exames de imagens as respostas obtidas nos testes e associar aos comportamentos relatados e observadas durante as situações analisadas durante a testagem cognitiva. Os resultados apresentados nos testes permitem uma análise comparativa com os resultados esperados para a nossa população geral, considerando a idade e a escolaridade de cada sujeito analisado, possibilitando assim uma compreensão acerca das possíveis alterações em áreas cerebrais específicas.
  •                                                                                                                                                                                                                       
  •      Quando e para que realizar avaliação neuropsicológica? Para entender e possibilitar a compreensão de alterações cerebrais, permitindo um diagnóstico diferencial para doenças neurocognitivas em geral. O procedimento avaliativo inicia-se a partir de um pedido de um profissional da área da saúde que poderá, a partir dos resultados obtidos neste procedimento, traçar uma conduta ou um projeto terapêutico. Para a realização da avaliação neuropsicológica no HUCFF é necessário 2 ou 3 atendimentos, tendo o tempo médio de aproximadamente 01 hora em cada encontro. A interpretação dos procedimentos / testes ocorre de forma quantitativa, sendo comparado aos resultados alcançados na população brasileira em estudos prévios, os quais estabelecem os parâmetros que precisam ser obtidos em cada tarefa realizada.  Ao final, após a análise comparativa do resultado alcançado e pareado a população realizamos uma entrevista devolutiva com a equipe solicitante, que se encaminhará no seguimento/ conduta final.
     
  •      A rotina da Psicologia conta com a participação de uma psicóloga do staff e duas psicólogas do Curso de Especialização em Psicologia Hospitalar HUCFF/UFRJ. É desenvolvida às quintas-feiras, nos turnos da manhã e da tarde, nas salas 120 do ambulatório do HUCFF.

Responsáveis: Nathália Motta Boechat e Thaís Soares de Carvalho

  •      A partir da pandemia devido ao novo Coronavírus a Psicologia precisou repensar a sua prática para responder às novas demandas. Em um espaço onde o isolamento se faz necessário para a não propagação do vírus, a internação de pacientes em CTI COVID trouxe novos desafios. O CTI COVID-19 é uma unidade de tratamento intensivo onde o trabalho é árduo e muito desgastante para a equipe de saúde por exigir um grande número de equipamentos, técnicas, monitorização e força de trabalho humano. O paciente é submetido a uma série de tratamentos invasivos e fisicamente difíceis, assim como psiquicamente desafiadores. O sofrimento que o isolamento causa muitas vezes se mistura ao medo e fantasias criadas ao adentrarem em um espaço em que o critério é a gravidade clínica.
  •                                                                                                                                                                                                                         
  •      O psicólogo ao atuar neste setor deverá estar atento a tríade da Psicologia Hospitalar paciente-família-equipe de saúde. Trabalha acolhendo as demandas dos pacientes acordados que lidam com a morte de outros pacientes, com o isolamento social e as dificuldades físicas e emocionais trazidas pelos sinais e sintomas da doença. O psicólogo acolhe e dá suporte para que cada sujeito possa elaborar suas vivências durante a internação. Além do acompanhamento aos pacientes internados, a atuação do psicólogo também envolve o acompanhamento dos familiares desses pacientes, trabalhando com essas famílias durante o período de tratamento do seu ente querido que se encontra em isolamento no CTI fora de alcance daqueles que o amam e que se preocupam com ele. O acolhimento à equipe no CTI COVID também é uma das frentes de atuação do psicólogo que busca, a partir de uma escuta ativa e qualificada, trabalhar as questões que os profissionais têm diante de um trabalho que envolve lidar com a morte quase diariamente. É preciso manter diálogo constante com a equipe a fim de garantir cuidado integral e de fornecer suporte e acolhimento aos profissionais que enfrentam esta rotina tão desgastante em meio a casos tão complicados.
  •                                                                                                                                                                                                                           
  •      Realizamos acompanhamento psicológico através de busca ativa em nossas enfermarias, visitas virtuais para manutenção do vínculo entre familiares e pacientes (mesmo nos casos de pacientes sedados), disponibilizamos acolhimento para a equipe de saúde e para familiares diante de situações desafiadoras no decorrer do tratamento e ofertamos acolhimento pós óbito aos familiares e aos Profissionais de saúde envolvidos diretamente no caso. A rotina psicológica no CTI COVID é diária e as duas psicólogas que atuam no setor podem ser acessadas pessoalmente pela equipe multiprofissional.

Responsável: Suely Oliveira Marinho

  •      O Centro de Terapia Intensiva(CTI) é um ambiente hospitalar de alta densidade tecnológica, voltada para o tratamento de pacientes criticamente doentes e que estejam em risco de vida, mas com possibilidade de reversão. Ao longo dos anos, observa-se uma mudança no perfil dos pacientes admitidos nessa unidade, muitas vezes já em fase terminal de doença, configurando alguns dilemas éticos. Por suas características, o CTI gera sentimentos de ansiedade e temor da morte no paciente e em seus familiares, com impacto também na equipe assistencial. O trabalho da Psicologia desenvolve-se numa perspectiva multi e interdisciplinar e volta-se para o cuidado e abordagem dos aspectos psicológicos ou subjetivos do paciente e sua família que se apresentam durante o processo de adoecimento, visando acolher, minorar e dar suporte ao sofrimento e às intensas angústias decorrentes da hospitalização em um ambiente marcado por uma rotina intensa e pelo medo da morte.
  •                                                                                                                                                                                                                 
  •      A atuação da Psicologia está voltada para a interconsulta junto à equipe e o favorecimento da comunicação entre todos os sujeitos envolvidos - paciente, família e equipe - de maneira estrutural a fim de ajudar no enfrentamento da crise presente no adoecimento e hospitalização, cujos desfechos podem ser tanto a recuperação quanto o agravamento da doença, morte e luto, ajudando o paciente e sua família a participarem o mais ativamente possível em seu processo saúde-doença. Há especial atenção aos cuidados voltados ao fim da vida do paciente, com inspiração na filosofia dos cuidados paliativos que visam a melhoria da qualidade de vida de pacientes e familiares que vivenciam doenças ameaçadoras à vida. Outras atividades presentes no escopo da Psicologia nesse ambiente são: preparação do paciente para pré e pós-operatório, preparação para exames, identificação de transtornos mentais relacionados ao processo de adoecimento, avaliação e tratamento de quadros psicorreativos, fantasias e angústia de morte, ansiedade diante da internação.
  •                                                                                                                                                                                                                         
  •      O CTI do HUCFF está dividido em CTI Geral e CTI – unidade coronariana, cada um com 9 (nove) leitos e ambos com leitos clínicos e cirúrgicos. A rotina da Psicologia no CTI Geral e Unidade coronariana do HUCFF se dá às segundas-feiras e quartas-feiras de 11h às 17h e conta com a participação de cinco psicólogas (staff, residente e alunas do Curso de Especialização em Psicologia Hospitalar HUCFF/UFRJ). No CTI a Psicologia atua com a assistência direta ao paciente, à família, e em interconsultas com a equipe. Os usuários podem solicitar atendimento pessoalmente no CTI. Já a equipe multiprofissional pode solicitar tanto pessoalmente quanto por meio de pedidos de parecer.

Responsável: Raquel Alcides dos Santos

  •      Atualmente a Clínica da Dor e Cuidados Paliativos do HUCFF é um setor do Serviço de Clínica Médica. A equipe é composta por seis profissionais fixos, sendo: quatro médicos e uma psicóloga. Além disso, o setor ainda conta com a assessoria de dois consultores, ou seja, profissionais de outro serviço que prestam assistência ao setor em horários pré-determinados, sendo uma assistente social e uma enfermeira. Além desses profissionais, também participam dos atendimentos os alunos do Curso de Aperfeiçoamento em Cuidados Paliativos oferecido pela clínica, os internos do curso de medicina e residentes dos programas de Clínica Médica e Geriatria.
  •                                                                                                                                                                                                                   
  •      O serviço presta assistência através de dois programas: o de Dor Crônica e o de Cuidados Paliativos. O Programa de Dor Crônica atende em seu ambulatório pacientes com dores crônicas refratárias não oncológicas (internos e SISREG). Os pacientes são atendidos por tempo limitado, a partir de um protocolo transdisciplinar focado no controle farmacológico e não farmacológico da dor. Há resposta a pareceres nas enfermarias no hospital. Já o Programa de Cuidados Paliativos oncológicos assiste pacientes encaminhados pelos serviços de oncologia e onco-hematologia do HUCFF para acompanhamento conjunto visando o controle de sintomas de ordem biopsicossocial e espiritual, em uma proposta transdisciplinar. Há também resposta a pedidos de parecer nas enfermarias do hospital.
  •                                                                                                                                                                                                                  
  •      No ambulatório de Clínica de Dor a participação da Psicologia se dá no atendimento individual breve voltado para reabilitação psicossocial e no desenvolvimento de estratégias cognitivas, comportamentais e emocionais para administração da dor. Já no ambulatório de Cuidados Paliativos a Psicologia faz atendimento individual breve a família e ao paciente, com foco na elaboração do luto antecipatório e no sofrimento emocional relacionado à doença e ao tratamento. Em ambos os ambulatórios a Psicologia participa da avaliação multiprofissional dos usuários. A rotina da Psicologia na Clínica de Dor e Cuidados Paliativos funciona as segundas, quartas e sextas-feiras, de 8h às 17h, no 2º andar do ambulatório do HUCFF.

Responsável: Luiza Rodrigues Martis

  •       As enfermarias do Serviço de Clínica Médica atendem pacientes adultos com problemas de saúde que não necessitam de cirurgia ou cuja natureza ainda não tenha sido diagnosticada. Caracteriza-se também por atender uma ampla gama de quadros médicos com variáveis graus de gravidade e complexidade. Em decorrência disso, as reações psicológicas à doença e à hospitalização também são múltiplas, o que requer do psicólogo uma utilização mais versátil de seu repertório técnico a fim de prestar o cuidado adequado. As enfermarias de Clínica Médica se destacam como uma das principais áreas de atuação da Psicologia no HUCFF em função das atividades da Residência Integrada Multiprofissional em Saúde e dos frequentes pedidos de parecer dirigidos a este Serviço.
  •       A Psicologia participa das discussões dos casos clínicos nos rounds e contribui no sentido de subsidiar decisões relacionadas às condutas a serem aplicadas junto aos usuários. Também realiza busca ativa a fim de identificar demandas e necessidades de acompanhamento psicológico ao longo da internação e, eventualmente, após a internação. A Psicologia atende as solicitações feitas pela equipe multiprofissional pessoalmente ou mediante pedidos de parecer. Tanto os pacientes quanto os familiares são contemplados nestas ações. Ao oferecer escuta e facilitar a comunicação, a Psicologia contribui para promover atenção integral e corresponsabilidade entre paciente, família e equipe multiprofissional.   
  •       A presença da Psicologia se dá de modo distinto em cada enfermaria. Os psicólogos residentes participam da rotina multiprofissional avaliando e acompanhando os usuários nas enfermarias 9B/07, 9C/01 e 9C/05 (Geriatria). Já psicóloga do staff, acompanhada de uma psicóloga aluna do Curso de Especialização em Psicologia Hospitalar HUCFF/UFRJ, faz busca ativa e responde aos pedidos de parecer na enfermaria 9C/13. Nas terças, quartas e sextas-feiras acontece a rotina psicológica multiprofissional, enquanto nas segundas-feiras e sábados a rotina é realizada pela staff e pela especializanda.
  

Responsável: Natielle da Cunha Rocha

  •      A Oncologia, e mais especificamente, a Onco-Hematologia, é uma especialidade médica que envolve aspectos complexos - físicos, psicológicos, espirituais e sociais - desde o aparecimento dos primeiros sintomas, recebimento do diagnóstico, início do tratamento até o a posteriori. A Psicologia se faz necessária para a prevenção de agravos dos fatores de adoecimento psíquico, para possibilitar recursos na melhora da qualidade de vida e na adesão ao tratamento. A princípio - e de forma imprescindível para o cuidado - é preciso reconhecer tais aspectos e dar lugar a eles durante todo o processo, não só ao paciente/família como a toda equipe de saúde envolvida.
  •                                                                                                                                                                                              
  •      O psicólogo na enfermaria Onco-hematologia precisa ser capacitado para exercer o trabalho de cuidado integral, levando em consideração os sofrimentos variados que podem emergir, exemplificados pelo conceito de “dor total”, muito utilizado nesta área. O trabalho requer habilidades para intervir através do acolhimento frente ao risco à continuidade da vida (luto antecipatório). Requer também habilidades de comunicação, principalmente devido aos efeitos desta, que podem facilitar ou complicar o bem-estar de pacientes, familiares e profissionais. A atuação é construída com o trabalho interdisciplinar. O psicólogo contribui com a sua expertise relativa à questão uma vez que os acontecimentos da morte e do morrer precisam ser refletidos e analisados concomitantemente com o trabalho na prática.
  •                                                                                                                                                                                              
  •      Na enfermaria, a técnica mais utilizada para os atendimentos no leito compreende as características da psicoterapia breve, pois se leva em consideração as características do contexto hospitalar, incluindo situações de urgência, tempo impreciso de internação e a fragilidade psíquica diante de alterações físicas causadas pela doença e tratamento. No ambulatório, após uma avaliação inicial que pode abarcar mais de um atendimento, o psicólogo identifica se há a presença de requisitos para a absorção do paciente, sempre analisando e focando a interseção entre o sofrimento psíquico e as interfaces do processo de adoecimento e tratamento.
  •                                                                                                                                                                                             
  •      A rotina da Psicologia se desenvolve às segundas e quartas-feiras. Consolida-se com a participação da psicóloga do staff e de três alunas do Curso de Especialização em Psicologia Hospitalar HUCFF/UFRJ que, além de realizarem busca ativa na enfermaria como parte da rotina, atendem a solicitações da equipe multiprofissional feitas através de pareceres, pedido verbal ou via WhatsApp. O contato verbal é priorizado pela equipe da Psicologia, pois se considera um recurso de maior integração entre os profissionais e possibilita melhor compreensão do caso. Os próprios pacientes também podem demandar o atendimento através de algum profissional. A rotina também compreende atendimento ambulatorial, quando médicos hematologistas ou os próprios pacientes através de outros profissionais solicitam.

Responsável: Silvia Thereza Venturini da Costa

  •      Aquele que ingressa na Enfermaria Psiquiátrica em um momento de crise, seja ela determinada por condições orgânicas ou psíquicas, conta com o acolhimento de uma equipe multidisciplinar de cujo desafio participa o psicólogo. Através de sua escuta e intervenção, busca-se reconhecer os determinantes da crise, criar condições favoráveis ao trabalho psíquico necessário à sua travessia, bem como garantir a continuidade do cuidado e o resgate dos laços eventualmente atingidos por sua irrupção. A interlocução permanente com os demais profissionais que compõem a equipe, a intervenção junto aos familiares e a identificação de recursos territoriais que possam servir de suporte após a alta hospitalar são também parte fundamental da atuação da psicologia no desafio de evitar, quando possível, novas internações e de favorecer a reinserção social daqueles que recebemos.  
  •                                                                                                                                                                                                                 
  •      Além do atendimento ao leito de todos os pacientes internados, a Psicologia conta com a área de convivência da Enfermaria para suas intervenções. O round reúne a equipe às quintas-feiras, às 10h30, na sala de reuniões do Serviço de Psiquiatria e Psicologia Médica. A rotina da Psicologia acontece às segundas, quartas e quintas-feiras e conta com a participação de uma psicóloga do staff, um psicólogo da Residência Integrada Multiprofissional em Saúde e dois psicólogos alunos do Curso de Especialização em Psicologia Hospitalar HUCFF / UFRJ. Estes podem ser encontrados no Posto 6F ou contactados pelo telefone 3938-6201.

Responsável: Fátima Marcial Castro Ortolan

  •     O Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo (NETT) iníciou suas atividades em agosto de 1999, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, através de Portaria da Direção Geral, passou a adotar uma política gradativa de sensibilização da comunidade quanto aos efeitos nocivos do tabagismo no ambiente de trabalho. Em fevereiro de 2003, foi criado o NETT, através de Portaria conjunta entre o HUCFF e o Instituto de Doenças do Tórax (IDT).          
  •                                                                                                                                                                                                              
  •      Tendo em vista a natureza multifatorial do tabagismo, a assistência ao fumante que deseja ou precisa parar de fumar, é feita através de uma equipe multidisciplinar (pneumologista, psiquiatra, clínico, enfermeira, psicóloga), com atendimento individual e sessões de terapia em grupo; com periodicidade semanal, quinzenal e mensal de acordo com a fase do tratamento; os grupos são conduzidos por um profissional com treinamento em abordagem intensiva do tabagismo e com experiência em terapia cognitivo-comportamental.     
  •                                                                                                                                                                                                              
  •      A Psicologia está inserida no NETT desde 2003. Dentre as atividades realizadas destacam-se campanhas de conscientização e sensibilização, prevenção, capacitação, ensino, supervisão, pesquisa e tratamento para cessação do tabaco. Participa de todas as etapas do programa, realiza a entrevista inicial, que é individual e orientada para a história do uso do tabaco, para as consequências do consumo, para os aspectos referentes a tratamentos anteriores e à avaliação do estágio motivacional para o tratamento. Após a avaliação médica e psicológica, o paciente é incluído em um grupo terapêutico. Ao término das sessões e tendo parado de fumar, o paciente é incluído em um grupo de manutenção, com revisões mensais, para a prevenção da recaída, até completar um ano sem fumar.
  •                                                                                                                                                                                                                          
  •      O psicólogo também apoia no desenvolvimento de recursos individuais que ajudem o fumante a lidar com a dependência da nicotina e motiva o enfrentamento de possíveis situações difíceis que terá que enfrentar, ao longo da vida, sem voltar a fumar.
    Parar de fumar e se manter em abstinência não é um processo fácil, mas diante de tantos danos causados pelo tabagismo, todo esforço prestado pela equipe se justifica.

Responsável: Mônica Vanderlei Vianna

  •      O HUCFF deu início em 2001 à implantação de um modelo de atendimento multidisciplinar voltado ao tratamento clínico-cirúrgico da obesidade mórbida.  O Programa de Obesidade e Cirurgia Bariátrica (PROCIBA) é um serviço de excelência no manejo desta complicada condição que tanto prejuízo traz para seus portadores. A obesidade é uma doença crônica de etiologia multifatorial. Seu tratamento deve ser realizado por equipe multidisciplinar especializada, pois além dos aspectos clínicos e fisiológicos também envolve alterações de estilo de vida relacionadas à alimentação, ao comportamento e à atividade física. Neste cenário, o acompanhamento psicológico é instrumento valioso para ajudar a detectar, aceitar, compreender, implantar e manter as mudanças emocionais, cognitivas e práticas pertinentes ao processo de emagrecimento.  
  •                                                                                                                                                                                                                 
  •      A equipe da Psicologia no PROCIBA foi constituída em 2020 e atualmente é composta por: 1 coordenador, 2 supervisores, 1 psicólogo da Residência Integrada Multiprofissional em Saúde, 3 psicólogos do Curso de Especialização em Psicologia Hospitalar HUCFF/UFRJ e 3 estagiários da graduação do Instituto de UFRJ.
    Nosso trabalho concilia atividades assistenciais e educacionais, oferecendo avaliação e acompanhamento psicológico no pré e pós-operatório bariátrico através de atendimentos individuais e de grupo realizados com instrumentos padronizados, além do treinamento, qualificação e supervisão de psicólogos e estudantes de psicologia. 
  •                                                                                                                                          
  •      Os principais objetivos do trabalho do psicólogo no contexto bariátrico são: a) investigar padrões psicológicos prévios e/ou atuais; b) desenvolver uma abordagem psicoeducativa; c) analisar os aspectos psíquicos relacionados à alimentação e ao corpo; d) identificar e tratar comportamentos alimentares disfuncionais e transtornos alimentares; e) estimular a implicação do sujeito em todas as etapas do tratamento da obesidade; f) fomentar o vínculo com a equipe multidisciplinar.
    Os encaminhamentos tanto para avaliação pré-operatória quanto para o acompanhamento pós-operatório são realizados por meio da equipe médica do PROCIBA.       
  •                                                                                                                                                                                                                  
  •      A rotina da Psicologia no PROCIBA se desenvolve às quartas-feiras com a presença de toda a equipe, mas também nos outros dias da semana de forma remota com atendimentos individuais realizados pelos psicólogos da Residência Integrada Multiprofissional em Saúde e do Curso de Especialização em Psicologia Hospitalar HUCFF / UFRJ.

Responsável: Paulo Eduardo Coletty

  •      A radioterapia é um tratamento oncológico de pacientes com diagnóstico de câncer. Caracteriza-se pela utilização de radiação, com duração variável das aplicações ao longo do tratamento. Trata-se de um tratamento que exige do paciente uma dedicação integral com algumas conseqüências de limitação das suas ações cotidianas. Ocorrem efeitos colaterais, como cansaço, queimação da pele, impossibilidade de atividades que exigem maior esforço físico e dificuldades na área sexual. Emocionalmente apresentam um desconforto por apresentar um diagnóstico grave, evolução e prognóstico incertos, frequentemente reagindo com negação, revolta e resiliência à sua situação clínica. A Psicologia coopera no tratamento ao oferecer escuta, acolhimento e compreensão do quadro presente.  
  •                                                                                                                                                                                                                
  •      O Serviço de Radioterapia do HUCFF recebe pacientes encaminhados pelo SISREG e do próprio hospital. Inicialmente passam por uma avaliação multiprofissional, incluindo vários procedimentos médico-hospitalares e entrevistas com a Enfermagem, o Serviço Social e a Psicologia. A entrevista psicológica visa compreender o estado emocional atual do paciente e seus recursos psicológicos de enfrentamento para realizar o processo radioterápico. Ao longo deste processo, o estado emocional do paciente é monitorado. São feitas intervenções psicológicas conforme a necessidade a fim de que o paciente possa melhor suportar o tratamento e suas consequências. Ressalta-se que a família e os cuidadores do paciente também são alvo das atenções da Psicologia, recebendo acolhimento e, quando necessário, intervenções psicológicas. 
  •                                                                                                                                                                                                                
  •      A Psicologia conta com a participação de um psicólogo do staff e de duas psicólogas alunas do Curso de Especialização em Psicologia Hospitalar HUCFF / UFRJ. A equipe da Psicologia pode ser acessada em sua própria sala no Serviço de Radioterapia, às segundas-feiras (manhã), terças-feiras e quartas-feiras (manhã e tarde).

Responsável: Gisele Monteiro Ribeiro Cardoso

  •      A Psicologia tem um olhar específico sobre a surdez e sobre a diversidade na surdez. Desde seu credenciamento em maio de 2007 (Portaria SAS/MS nº589, de 08 de outubro de 2004), o Programa de Saúde Auditiva de Alta Complexidade do HUCFF tornou-se referência na área. Neste programa encontra-se o ambulatório de Implante Coclear.  
  •                                                                                                                                                                                           
  • Atuante neste ambulatório, a Psicologia está inserida em uma equipe multidisciplinar composta por profissionais da área de Otorrinolaringologia, Fonoaudiologia e Serviço Social. Atendemos em nosso ambulatório, pessoas surdas que tem interesse em fazer a cirurgia de implante coclear, possibilitando a elas ouvir através de um dispositivo eletrônico de alta tecnologia, respeitando critérios recomendados pela CONITEC (número 99/2015). O objetivo da Psicologia nesse espaço é conhecer a história de vida do paciente, acolhê-lo e orientá-lo, assim como a sua família, a respeito de questões relacionadas ao sujeito surdo, à surdez, à cultura surda, à aquisição de língua, à aprendizagem de Libras, à oralização, à neuroplasticidade e à cirurgia de implante coclear. Busca-se avaliar a percepção desse paciente e da família quanto à surdez, às expectativas frente à cirurgia de Implante Coclear, à percepção da audição e quanto a fazer parte do mundo ouvinte. 
  •                                                                                                                                                                                            
  •      Os atendimentos são feitos em Língua Brasileira de Sinais (Libras) ou em português e a escolha é feita de acordo com a língua materna do paciente. Atualmente a rotina psicológica é realizada por uma psicóloga permanente e uma psicóloga aluna do Curso de Especialização em Psicologia Hospitalar HUCFF / UFRJ às terças-feiras, nos turnos da manhã e da tarde, no espaço assistencial do Serviço de Fonoaudiologia (3º andar do HUCFF).

Assistência

Atende 42 especialidades médicas e 23 programas em alta complexidade. Possui um Programa de Transplante credenciado no Sistema Nacional de Transplante do Ministério da Saúde, para transplantar rim, fígado, córnea e medula óssea. Tem capacidade instalada atual de 244 leitos, com potencial para até 350 leitos ativos, na dependência do resgate de áreas não utilizadas e investimento em recursos humanos. Realiza por mês cerca de 20 mil consultas ambulatoriais, 450 cirurgias, e 700 internações.

Ensino

Recebe estudantes de graduação das diversas unidades acadêmicas da UFRJ. Por ano, oferece 200 novas vagas para o Programa de Residência Médica e 31 vagas para Residência Multiprofissional em Saúde. Campo de treinamento e formação de 1.795 alunos de graduação e pós-graduação, além de 333 residentes. A Residência Médica do HUCFF é uma das mais procuradas do país. O concurso para 2012 teve 2.230 candidatos inscritos para 206 vagas. Entre os cursos mais procurados estão o de Clínica Médica e Cirurgia Geral.

Pesquisa

O HUCFF abriga importantes laboratórios onde são desenvolvidas produções científicas e publicação de artigos. As recentes conquistas no setor de pesquisa são uma prova de que o hospital tem levado a sério o compromisso de garantir mais qualidade de vida a seus pacientes. É conhecido como um dos principais pólos de produção e disseminação de conhecimento saúde no estado e no país, além de conquistar crescente projeção internacional.