Novas formas de consumir tabaco preocupam especialistas

Mais de sete milhões de pessoas morrem por ano vítimas de doenças relacionadas ao consumo de tabaco, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, felizmente, o número de fumantes caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres, no período entre 1990 e 2015. Os dados são de uma pesquisa publicada recentemente na prestigiada revista científica The Lancet.

Apesar da boa notícia, os especialistas continuam em alerta quando o assunto é tabaco. Isso por que apesar de os malefícios do cigarro serem amplamente conhecidos, atualmente, vêm proliferando, em especial entre os jovens, novas formas de consumir tabaco, sendo os mais comuns o cigarro eletrônico e o narguillé.

Ainda que muitos acreditem que esse tipo de consumo não faz mal, o uso é igualmente perigoso e preocupante para entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Para o coordenador do Núcleo de Estudo e Tabagismo do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), Alberto Araújo, é preciso atenção a essas variações do consumo de fumo.

“O narguilé é uma tradicional forma de introduzir o consumo de tabaco nos países orientais. Está havendo uma glamourização dessa prática no Brasil, principalmente entre os jovens. Uma sessão de 60 minutos corresponde a 100 cigarros, além disso, libera 15 vezes mais monóxido de carbono, quatro mais nicotina e de 60 a 100 vezes mais de alcatrão, resultantes da queima do carvão ativado. A combinação é altamente cancerígena, com mais danos do que o cigarro normal ao longo do tempo” sintetiza.

Já o cigarro eletrônico, ainda proibido no Brasil, é visto popularmente como um mal menor e que ajuda a parar com o cigarro convencional. Um engano, segundo o especialista:

“Existe não só a falsa ideia de que não causaria dependência, como a de que seria um bom instrumento para largar o vício, o que carece de comprovação científica. Esse não é o melhor tratamento para quem quer parar de fumar. Existem remédios mais eficazes e sem os riscos adicionais das substâncias tóxicas que são liberadas no vapor do cigarro eletrônico”, reforça o médico, acrescentando que, com o discurso de que é inofensivo ou ainda de que "reduz danos", muitos que haviam parado de fumar acabaram voltando, além de favorecer a iniciação do consumo de tabaco entre jovens e adolescentes, pois este sempre foi o público alvo da indústria do tabaco.

Problemas oriundos do tabaco

A nicotina demora apenas nove segundos para chegar ao cérebro e transmitir uma sensação de prazer. No entanto, é o principal fator de risco do câncer, notadamente o de pulmão, embora também provoque outras doenças, como enfisema pulmonar, bronquite crônica, doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral (AVC) – a doença que mais mata no Brasil. Ao todo, são 55 doenças possíveis de contrair com o cigarro.

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Assistência

Atende 42 especialidades médicas e 23 programas em alta complexidade. Possui um Programa de Transplante credenciado no Sistema Nacional de Transplante do Ministério da Saúde, para transplantar rim, fígado, córnea e medula óssea. Tem capacidade instalada atual de 250 leitos, com potencial para até 450 leitos ativos, na dependência do resgate de áreas não utilizadas e investimento em recursos humanos. Realiza por mês cerca de 20 mil consultas ambulatoriais, 450 cirurgias, e 700 internações.

Ensino

Recebe estudantes de graduação das diversas unidades acadêmicas da UFRJ. Por ano, oferece 200 novas vagas para o Programa de Residência Médica e 31 vagas para Residência Multiprofissional em Saúde. Campo de treinamento e formação de 1.795 alunos de graduação e pós-graduação, além de 333 residentes. A Residência Médica do HUCFF é uma das mais procuradas do país. O concurso para 2012 teve 2.230 candidatos inscritos para 206 vagas. Entre os cursos mais procurados estão o de Clínica Médica e Cirurgia Geral.

Pesquisa

O HUCFF abriga importantes laboratórios onde são desenvolvidas produções científicas e publicação de artigos. As recentes conquistas no setor de pesquisa são uma prova de que o hospital tem levado a sério o compromisso de garantir mais qualidade de vida a seus pacientes. É conhecido como um dos principais pólos de produção e disseminação de conhecimento saúde no estado e no país, além de conquistar crescente projeção internacional.