Dia Mundial de Combate ao Diabetes

O dia 14 de novembro foi instituído pela International Diabetes Federation (IDF) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) como o Dia Mundial de Combate ao Diabetes. A data foi criada como um alerta para a população quanto à necessidade de controle e prevenção da doença crônica, que requer tratamento para o resto da vida. Em contínuo crescimento no mundo, o diabetes apresenta quase 12 milhões de casos somente no Brasil.

O Diabetes Mellitus trata-se de uma condição em que há acúmulo de glicose na corrente sanguínea, o que pode lesar vasos sanguíneos e órgãos como os rins e os olhos. Os principais sintomas clínicos são o aumento da sede e da vontade de urinar, perda de peso, muita fome, visão embaçada, cansaço e demora na cicatrização de machucados. No entanto, de acordo com a nutrologista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho Melanie Rodacki, a doença pode não apresentar sintomas em alguns casos. Por esse motivo, é importante que pessoas que possuem mais de 40 anos realizem, com frequência, exames de sangue e teste de tolerância oral a glicose.

Tipos de Diabetes

Diabetes Tipo 1: É o diabetes causado pela destruição das células do pâncreas que produzem a insulina. Isto é provocado por fatores genéticos e ambientais, que ainda não estão completamente esclarecidos, que levam à ativação da auto-imunidade. Isso significa que, neste tipo de diabetes, o sistema imunológico, que normalmente ignora células saudáveis do corpo e destrói germes e substâncias estranhas, passa a destruir as células do pâncreas produtoras de insulina. Este tipo de diabetes é mais comum em crianças, adolescentes e jovens e sempre necessita de insulina para o seu tratamento. Corresponde a 5% a 10% dos casos de diabetes.

Diabetes tipo 2: Neste caso, o corpo não produz insulina suficiente ou é incapaz de utilizar adequadamente a insulina que produz, o que é chamado de resistência insulínica. É o tipo mais comum de diabetes (90% a 95% dos casos) e geralmente atinge pessoas acima do peso, com mais de 40 anos e com história familiar de diabetes. Entretanto, como o excesso de peso tem se tornado cada vez mais comum em crianças e jovens, este tipo de diabetes tem se tornado mais presente também nestes indivíduos. Assim como o diabetes tipo 1, é causado por fatores genéticos e ambientais. Pode ser tratado com medicamentos ou eventualmente apenas dieta, mas em alguns casos a insulina é necessária.

Diabetes gestacional: É diagnosticado na gravidez e geralmente pode ser revertido após o parto, com chances de desenvolvimento do diabetes tipo 2 no futuro. Além disso, outros tipos mais raros também existem, associados a defeitos na produção de insulina ou má utilização da insulina secretada.

Diagnóstico
O diagnóstico de diabetes mellitus é feito através da medida de glicose no sangue. Esta medida pode ser em jejum ou após uma sobrecarga de açúcar (teste de tolerância oral a glicose). O teste com sobrecarga geralmente é solicitado pelo médico quando a glicemia (glicose no sangue) está próxima ao limite máximo e há fatores de risco para diabetes como excesso de peso, idade acima de 45 anos, história familiar de diabetes, diabetes gestacional prévio, entre outros. Recentemente, a hemoglobina glicada, que equivale ao controle da glicose nos últimos três meses ao exame de sangue, passou também a ser usada como critério para diagnóstico de diabetes.

Prevenção
Adotar um estilo de vida saudável é fundamental para prevenir o diabetes tipo 2, especialmente em pessoas com alto risco para desenvolver a doença, o que inclui uma alimentação balanceada e atividade física regular (150 minutos por semana). Não é recomendado "passar fome" ou se "tornar um atleta", mas apenas seguir hábitos mais saudáveis de vida. Estudos mostram que estas medidas podem reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes em 58%. Em alguns casos, medicamentos também são recomendados para diminuição do risco.

Daniely Salles

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Assistência

Atende 42 especialidades médicas e 23 programas em alta complexidade. Possui um Programa de Transplante credenciado no Sistema Nacional de Transplante do Ministério da Saúde, para transplantar rim, fígado, córnea e medula óssea. Tem capacidade instalada atual de 250 leitos, com potencial para até 450 leitos ativos, na dependência do resgate de áreas não utilizadas e investimento em recursos humanos. Realiza por mês cerca de 20 mil consultas ambulatoriais, 450 cirurgias, e 700 internações.

Ensino

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Pesquisa

O HUCFF abriga importantes laboratórios onde são desenvolvidas produções científicas e publicação de artigos. As recentes conquistas no setor de pesquisa são uma prova de que o hospital tem levado a sério o compromisso de garantir mais qualidade de vida a seus pacientes. É conhecido como um dos principais pólos de produção e disseminação de conhecimento saúde no estado e no país, além de conquistar crescente projeção internacional.