Direção do HUCFF homenageia funcionárias que estão se aposentando

Nesta sexta-feira (3), duas servidoras do Hospital que estão se aposentando receberam homenagem do diretor, Profº Eduardo Côrtes, pelos anos de serviços prestados.

A enfermeira Esther Francisca da Silva se despede do HUCFF após 38 anos de dedicação e cuidados dos pacientes, 30 deles, trabalhando no setor de doenças infecciosas. “É uma vida. Mesmo diante das dificuldades, tive a sorte de trabalhar com uma equipe maravilhosa por anos”, destacou Esther.

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O Prof. Eduardo Côrtes parabenizou Esther dizendo que a profissional é um exemplo a ser seguido pelas novas gerações de enfermeiras: “Desejo a quem está começando nessa profissão que a emoção e amor aos cuidados com os pacientes nunca sejam perdidos”, completou.

Após 30 anos de serviços prestados ao Serviço de Ginecologia do HUCCF, a profª Juraci Ghiaroni se aposenta e celebra o legado deixado ao ensino da área. “Minha história com a UFRJ e HUCFF tem 39 anos. Me formei, fiz residência e dediquei três décadas de serviços aqui”, comemora.

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O diretor do HUCFF parabenizou a carreira da Profª Juraci e o trabalho realizado com os futuros ginecologistas. “A instituição tem muito a agradecer aos profissionais que se doam ao serviço e às gerações de alunos que são treinados aqui”, disse.

Diretora da Divisão Médica do HUCFF comemora aniversário

A Diretora da Divisão Médica e diretora-geral substituta do HUCFF, Drª Miriam Maia, foi homenageada com uma confraternização pelo dia de seu aniversário.

confraternização

Reformas no CTI do 8º garantem a abertura de novos leitos

CTIFoi menos de um mês entre o início da obra de recuperação do CTI do 8º andar e a conclusão. A reforma no espaço, que antes era usado como oficina da engenharia, permitiu a criação de mais leitos de CTI.

De acordo com o diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, professor Eduardo Côrtes, considerando uma média de cinco dias de internação por pessoa, haveria um aumento de mais de 100 atendimentos por mês. “Muitas vezes, o paciente de alta complexidade precisa ir para o CTI no pós-operatório. Então, para operá-lo, precisamos também ter uma vaga disponível no CTI.”, avalia.

Segundo o diretor da Divisão de Engenharia, Jairo Villas Boas, os leitos foram desativados na época da implosão da parede da ala sul, em 2010. “Esse CTI pertencia às unidades coronariana e cardíaca. Ele foi transferido na época, mas com apenas cinco leitos disponíveis”, detalha.

Como a estrutura já era de CTI e estava conservada, não houve necessidade de obras estruturais. “Trocamos todos os lavatórios, pintamos, recuperamos o ar condicionado, fizemos reparo no teto de gesso e adequamos as tomadas ao novo padrão”, enumera o engenheiro.

O diretor do HUCFF, professor Eduardo Côrtes, lembra ainda que houve uma revisão na rede de gases. “As válvulas eram antigas e, com o tempo, ficam enferrujadas e duras, ocasionando perda de oxigênio. Por isso, trocamos essa tubulação”, ressalta.
Pronto para receber pacientes, o CTI depende agora de contratação de funcionários. “Estamos dialogando com o Ministério da Educação para conseguir essas vagas, uma vez que não temos autonomia de contrataçãoI”, revela.

Feliz com as obras, a diretora substituta da Divisão de Enfermagem (DEN), confessa que, quando soube que a previsão de conclusão das reformas era rápida, não acreditou que o prazo fosse ser cumprido. “Tinha tanta coisa para ser feita que não achei que fosse ficar pronto nesse curto espaço de tempo. Que bom que deu tudo certo e as reformas foram feitas”, anima-se.

Já a diretora da Divisão Médica, Miriam Vieira, lembra que os leitos são fundamentais para melhorar o atendimento no HUCFF. “Essa reforma possibilitará que nossos pacientes em estado clínico mais críticos possam ter condições mais adequadas para sua recuperação. Além disso, permitirá aumentar o número de cirurgias de alta complexidade e a reativação do programa de transplante hepático. Atualmente, apesar de todo o empenho e comprometimento das equipes de saúde do HU com o cuidado dos pacientes, elas ficam impossibilitadas de oferecer as melhores condições de tratamento. Nossa expectativa agora é pela efetiva liberação de funcionamento desses leitos. Para isso, é preciso que haja um esforço prioritário da Reitoria da UFRJ e do Ministério da Educação para atender à solicitação feita pela direção do HUCFF de reposição de profissionais de saúde necessários para trabalharem nesse setor”, conclui.

CFM exige contratação de profissionais para hospital carioca Clementino Fraga Filho

2016.08.19 - Site CFMO Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou por unanimidade em reunião plenária realizada nesta sexta-feira (19) nota pública em que manifesta preocupação com situação enfrentada pelo Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde equipamentos e instalações aguardam providências do Governo Federal para entrar em funcionamento. De acordo com o documento, 62 novos leitos de enfermarias e de unidade de terapia intensiva estão ociosos por falta de contratação de mão-de-obra especializada.

Segundo o CFM, a preocupação com a melhora da saúde no País, e em particular no Rio de Janeiro, não deve estar condicionada a eventos de grande porte, como os Jogos Olímpicos, mas a uma prática diária e permanente. “O problema do HUCFF deve servir como um exemplo para o Governo, levando-o a assumir seu papel de gestor em todos os momentos”, defende.

Leia a nota na íntegra:

NOTA A SOCIEDADE
Diante da situação enfrentada pelo Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), da UFRJ, que, no momento, apesar de ter aplicado recursos na compra de equipamentos e preparo de instalações, está impedido de colocar em funcionamento 62 leitos de enfermarias e de unidades de terapia intensiva por não contar com autorização para contratação da necessária mão-de-obra especializada, o Conselho Federal de Medicina (CFM) vem a público alertar as autoridades para sua responsabilidade para com a preservação da saúde da população e exigir:

1) A imediata contratação de equipes compostas por médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde, necessárias ao pleno funcionamento desses leitos, que, se estivessem ativos, contribuiriam para aliviar a demanda do atendimento de urgência e emergência em outras unidades do Estado e ajudariam a salvar vidas de pacientes em estado grave;

2) A adoção em nível federal de uma política de recursos humanos, no âmbito da rede pública, que valorize de fato os profissionais, em especial os médicos, e que consiga atraí-los, motivá-los e fixa-los na rede assistencial, sendo a criação de uma Carreira de Estado no Sistema Único de Saúde (SUS) a melhor solução estruturante para este desafio;

3) A implementação de uma prática de gestão ancorada no planejamento efetivo, permitindo que a evolução na infraestrutura física na rede SUS venha sempre acompanhada de uma série de ações que levem em conta necessidades de profissionais, insumos e medicamentos, entre outros aspectos, fundamentais ao seu funcionamento.

O problema do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) deve servir como um exemplo para o Governo, levando-o a assumir seu papel de gestor em todos os momentos. A preocupação com a melhora da saúde no País, e em particular no Rio de Janeiro, não deve estar condicionada a eventos de grande porte, como os Jogos Olímpicos, mas a uma prática diária e permanente, inspirada pelos princípios e diretrizes constitucionais na área da saúde.

Para acessar a nota no site do CFM, clique aqui: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=26357:2016-08-19-19-21-07&catid=3

 

Jornal O Globo: HUCFF está com leitos vazios por falta de pessoal

2016.08.18 - O Globo - Procuram-se médicosPor falta de pessoal, 62 novos leitos no Fundão ainda estão vazios

Quartos deveriam abrir nos Jogos. Seriam cerca de 2.200 servidores

O esforço do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), da UFRJ, de reabrir leitos de enfermarias e do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) para a Olimpíada foi em vão. A poucos dias do término da competição, e depois de cerca de R$ 600 mil gastos, oriundos de emendas parlamentares de deputados federais e estaduais, os 62 novos leitos estão vazios. No oitavo andar, o CTI, todo equipado, ainda não recebeu pacientes porque faltam médicos e enfermeiros. O mesmo acontece no 11º andar, na enfermaria cirúrgica. Segundo Eduardo Côrtes, diretor da unidade, seriam necessários 180 profissionais para garantir o funcionamento dos setores.

O diretor informou que o hospital tem cerca de 2.200 servidores, mas não especificou quantos são médicos e enfermeiros. Ele alegou que trabalha com uma equipe enxuta e cobra do Ministério da Educação uma solução.

— Só o Ministério da Saúde autorizou a contratação de 1.600 profissionais para que atuem na rede federal do Rio durante os Jogos — disse Côrtes. — Como não temos autonomia de contratação, estamos dialogando com o Ministério da Educação desde a segunda quinzena de julho para conseguir vagas para esses novos profissionais.

PEDIDO EM CIMA DA HORA
Côrtes só enviou um pedido de contratação emergencial ao MEC no dia 25 de julho, dez antes do início da Olimpíada. Ele justifica o pedido sem antecedência à prudência — achou que as obras poderiam não ficar prontas a tempo.

— Entendo que seja pouco tempo antes, mas foi por isso que solicitei uma contratação emergencial, o que agilizaria o processo. Queríamos aproveitar o momento da Olimpíada para aumentar o número de profissionais — diz Côrtes, que esperava, com a reforma, atender cem pessoas a mais por mês no CTI e fazer mais 160 cirurgias no mesmo período.

A situação pode ficar ainda mais crítica se o problema de pessoal não for resolvido. Isso porque a unidade passa atualmente por outra obra que ampliará o número de leitos — e consequentemente a demanda por médicos. Três paredes estruturais que haviam sido derrubadas durante a implosão de uma parte do hospital estão sendo reconstruídas para devolver a estabilidade àquela parte do edifício, o que vai proporcionar a volta de 140 leitos de enfermaria. A obra, iniciada em maio, foi avaliada em R$ 6 milhões e a previsão é que esteja concluída no final de 2017.

— Assumi em 2014 e espero conseguir reabrir leitos e chegar a até 400 em 2018 — diz Côrtes.
O secretário estadual de Saúde, Luiz Antônio Teixeira, afirmou que os leitos do Hospital do Fundão são imprescindíveis para o atendimento na rede pública:

— Déficit de leito hospital é um problema nacional, mas ainda mais grave no Rio. Temos um déficit de 150 leitos de CTI/dia no estado. O Clementino Fraga é estratégico. O estado não pode prescindir dos leitos do Fundão, principalmente porque são qualificados para assistência e também importantes para formação de mão de obra (dos estudantes e residentes).

O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremerj), Nelson Nahon, lamenta que o Hospital do Fundão tenha leitos disponíveis que não possam ser utilizados por falta de profissionais. Ele afirma que as 22 novas vagas de CTI da UFRJ seriam fundamentais para tentar desafogar a procura.

— Esse déficit significa que há pacientes graves que podem ir a óbito porque não têm vaga garantida. É lamentável que o governo federal venha recusando uma contratação que é fundamental. O Clementino Fraga Filho tem feito um esforço gigantesco e vem fazendo obras planejadas para abrir mais leitos de enfermaria — afirma Nahon.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, ressalta que além de ser referência para tratamentos complexos — durante a Olimpíada, o Fundão faz parte da rede emergencial e pode fazer cirurgias encaminhadas por hospitais como o Souza Aguiar —, a unidade é importante para pesquisa médica e formação de pessoal.

— Já havia solicitado uma audiência com o ministro da Educação, para a semana que vem, e vou incluir na pauta a situação do Clementino Fraga, para que ele entenda a importância de realizar um concurso público. Na impossibilidade de o governo atender, o caminho tende a ser judicial — afirma Darze.

LEITOS CAÍRAM DE 500 PARA 265
O pano de fundo da crise de falta de pessoal no Clementino Fraga Filho passa por uma guerra que acontece nos bastidores dos hospitais universitários e que envolve a adesão à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que é uma fundação pública de direito privado criada pelo Ministério da Educação. A empresa pode contratar profissionais pela CLT, estabelecer metas, pagar salários melhores que os do serviço público, fazer investimentos e administrar os hospitais. UFRJ, Unirio e UFF e seus respectivos hospitais universitários são contrários à adesão por entenderem que a gestão da empresa fere a autonomia do Conselho Universitário, que é quem elege a direção das universidades. As universidades dizem que só quem adere à Ebserh recebe recursos e pessoal.
Inaugurado em março de 1978, o hospital do Fundão foi projetado para oferecer até dois mil leitos, mas concluiu-se que o tamanho do edifício era exagerado, e ficou definido que apenas metade da área total da estrutura seria ocupada. A Ala Sul, abandonada, ganhou o apelido de perna seca e, em 2010, foi implodida.

Desde então, setores próximos dessa área foram desativados, e o hospital, que chegou a ter 500 leitos ativos, trabalha hoje com apenas 265.

Em nota, o Ministério da Educação informou que “para novas contratações é necessário código de vagas. Nesse sentido, o Ministério da Educação está em negociação com o Ministério do Planejamento para obter autorização e criar novas vagas (novos códigos) para contratação em universidades para 1.200 docentes, 150 docentes titulares livres e 1.530 pessoas para quadro.

A matéria está disponível em:http://oglobo.globo.com/rio/por-falta-de-pessoal-62-novos-leitos-no-fundao-ainda-estao-vazios-19945231

 

Assistência

Atende 42 especialidades médicas e 23 programas em alta complexidade. Possui um Programa de Transplante credenciado no Sistema Nacional de Transplante do Ministério da Saúde, para transplantar rim, fígado, córnea e medula óssea. Tem capacidade instalada atual de 250 leitos, com potencial para até 450 leitos ativos, na dependência do resgate de áreas não utilizadas e investimento em recursos humanos. Realiza por mês cerca de 20 mil consultas ambulatoriais, 450 cirurgias, e 700 internações.

Ensino

Recebe estudantes de graduação das diversas unidades acadêmicas da UFRJ. Por ano, oferece 200 novas vagas para o Programa de Residência Médica e 31 vagas para Residência Multiprofissional em Saúde. Campo de treinamento e formação de 1.795 alunos de graduação e pós-graduação, além de 333 residentes. A Residência Médica do HUCFF é uma das mais procuradas do país. O concurso para 2012 teve 2.230 candidatos inscritos para 206 vagas. Entre os cursos mais procurados estão o de Clínica Médica e Cirurgia Geral.

Pesquisa

O HUCFF abriga importantes laboratórios onde são desenvolvidas produções científicas e publicação de artigos. As recentes conquistas no setor de pesquisa são uma prova de que o hospital tem levado a sério o compromisso de garantir mais qualidade de vida a seus pacientes. É conhecido como um dos principais pólos de produção e disseminação de conhecimento saúde no estado e no país, além de conquistar crescente projeção internacional.