Audiência pública recebe apoio da comunidade universitária

Eduardo

A audiência pública, convocada pela direção geral do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ), foi marcada pela presença de parlamentares e autoridades que reconhecem a situação crítica da falta de pessoal, da insuficiência de verbas e da falta de investimento na manutenção de um prédio com histórico de implosão.
Na abertura da audiência, o diretor geral, professor Eduardo Côrtes - ao lado do pró-reitor de pessoal, Roberto Gambine, e da decana do Centro de Ciências da Saúde, professora Maria Fernanda - apresentou as dificuldades que enfrenta em função do número reduzido de recursos humanos e verbas "O valor que recebemos do SUS não é suficiente nem para repor insumos, já que a tabela é totalmente defasada. Nunca sabemos quando e quanto será destinado do Rehuf, desta forma fica impossível se planejar. Precisamos ter orçamento próprio", anunciou.
Côrtes exibiu um vídeo com depoimentos de pacientes e imagens de alas nunca pavimentadas dentro do prédio, em seguida concedeu a palavra ao procurador Julio Marcelo, do Ministério Público de Contas do Tribunal de Contas da União (TCU), que veio de Brasília para participar da audiência e reforçar a posição contra a privatização da saúde através da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Lucieni Pereira, presidente da Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo do TCU, fez uma apresentação onde defendeu uma única porta de acesso ao SUS, para que não haja atendimento privilegiado a alguns pacientes em detrimento de outros.
O secretário de relações institucionais da Procuradoria Geral da República, Peterson Pereira, destacou a necessidade de criação de leitos para a assistência e ensino na UFRJ.
Os deputados Chico Alencar, Jandira Feghali e enfermeira Rejane estiveram presentes e também firmaram compromisso com a recuperação do HUCFF. Representante do deputado Simão Sessim e o candidato ao Senado Eduardo Serra também participaram do encontro.
A comunidade da UFRJ apoiou a iniciativa do diretor do HUCFF em promover uma audiência pública para buscar soluções financeiras e de administração para o hospital.
Entidades representativas como a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA), Associação Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES), Associação de Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ADUFRJ), Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (SINTUFRJ), Central Única de Trabalhadores (CUT), diretórios acadêmicos, assim como conselhos federais e regionais de medicina e enfermagem fizeram suas considerações sobre os pontos abordados na audiência.

Audiência Pública: 16/09 no CCS/UFRJ

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Na próxima terça-feira, 16 de setembro, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho realizará uma audiência pública no auditório "Quinhentão"(CCS/UFRJ), às 09 horas. O encontro visa discutir o financiamento do principal hospital universitário do Rio de Janeiro e um dos mais importantes do país, em uma tentativa inédita de buscar soluções financeiras e de administração para a unidade.
Haverá espaço para explanações e considerações sobre os pontos abordados. O evento contará com a participação de representantes do Judiciário, do Ministério Público e do Congresso Nacional, além de estudantes, médicos, pacientes e entidades e profissionais ligados à Universidade e à educação.
A sua participação é muito importante para enriquecer este debate. A audiência é uma consulta pública e nossa instituição quer saber o que a sociedade pensa sobre o financiamento e a reposição de pessoal do hospital. 

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II Jornada Registro Hospitalar de Câncer

II jornada do RHC

"Em 2013, o câncer foi responsável por 43% dos óbitos registrados no HUCFF, ultrapassando a quantidade de óbito por doenças cardiovasculares", afirma Stella de Castro Lobo, chefe do Serviço de Epidemiologia e Avaliação do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (SEAV/HUCFF/UFRJ). Essa afirmação foi compartilhada durante a II Jornada de Trabalhos Científicos do Registro Hospitalar de Câncer do Estado do Rio de Janeiro, realizada ontem no HUCFF.
O diretor da Divisão de Saúde da Comunidade, Renato Torres, e a diretora da Divisão Médica, Miriam Vieira Maia, concordam sobre a importância da epidemiologia na gestão e de se conhecer os dados epidemiológicos, em especial o de câncer, que é umas das principais causas de internação hospitalar e cirurgias.
O Registro Hospitalar de Câncer (RHC) é um facilitador que visa integrar as diversas instituições que atendem pacientes oncológicos, melhorando os processos de cuidados e aprimorando os serviços prestados através da sistematização de dados.
O RHC do HUCFF existe desde 2000 e, ao longo desses anos, vem crescendo e se desenvolvendo com a colaboração dos residentes multiprofissionais e dos registradores Pedro Roberto dos Santos e Sandra Baliza.
Representantes de instituições como INCA, Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE/UFRJ) e Instituto de Pediatria e Puericultura Martagão Gesteira (IPPMG/UFRJ) se apresentaram e contaram suas experiências e os principais desafios vividos no RHC.

Ressonância Magnética volta a funcionar

Ressonância Magnética

O Serviço de Radiodiagnóstico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ) vem recebendo apoio da Direção Geral para manutenção e instalação dos equipamentos de diagnóstico por imagem. Esta semana a Ressonância Magnética voltou a funcionar em sua plena capacidade, realizando 20 exames por dia. Os primeiros a serem atendidos foram os pacientes da internação, mas pacientes ambulatoriais também serão agendados, assim como a oferta de vaga no Sistema de Regulação do Rio de Janeiro (Sisreg) será aberta.
Na semana que vem a GE começa o treinamento com os técnicos do Angiógrafo. O equipamento, que estava parado no subsolo há três anos, atenderá pacientes que precisam investigar dificuldades no sistema circulatório de veias e artérias.
O tempo de espera para a emissão de laudos vem caindo progressivamente. Hoje, o resultado de um exame de radiografia fica pronto em uma semana e a tomografia em 15 dias. Essa agilidade também é percebida na mamografia, onde o processo de digitalização dos laudos otimizou a entrega dos resultados e a fidedignidade das imagens. O hospital possui três mamógrafos em funcionamento e uma mesa de Mamotomia – procedimento de biópsia a vácuo que, entre outros benefícios, evita que a paciente tenha que se internar para fazer o procedimento no centro cirúrgico.
O HUCFF chega a fazer 40 tomografias por dia, e essa capacidade vai dobrar quando acabar a manutenção do segundo tomógrafo do hospital. Todos os equipamentos estão com contrato de manutenção em dia. A garantia de fábrica do Angiógrafo será estendida por mais um ano após a instalação.
O Serviço funciona de segunda a sábado, sob a chefia da doutora Carmem Lúcia Arantes Pereira Azevedo e a coordenação da Gestora de Recursos Humanos Jô Gonçalves. Para ser atendido o paciente deve ser matriculado no HUCFF e possuir uma solicitação de exame. O agendamento de novos pacientes é feito pela central de regulação da Secretaria Municipal de Saúde.  

ProHart ganha prêmio em congresso

Premio Pesquisa Clinica

O ProHArt foi vencedor do prêmio de melhor trabalho no XX Congresso da Interamerican Society of Hypertension e XXII Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão. O Prêmio Artur Beltrame Ribeiro de Pesquisa Clínica foi entregue a médica Elizabeth Muxfeldt pelo trabalho "Impacto prognóstico da rigidez aórtica em pacientes com hipertensão arterial resistente", em Salvador (BA), na última semana.
O estudo avaliou mais de 800 pacientes hipertensos resistentes, visando estabelecer o valor prognóstico da rigidez aórtica medida pela velocidade de onda de pulso em hipertensão resistente. A pesquisa teve um follow-up médio de 6,4 anos e os desfechos avaliados foram mortalidade total, mortalidade cardiovascular e eventos cardiovasculares fatais e não fatais. Diferente de outros grupos de alto risco cardiovascular (hipertensos, diabéticos, renais crônicos) e da população em geral, a rigidez aórtica não teve impacto prognóstico em hipertensos resistentes.

Assistência

Atende 42 especialidades médicas e 23 programas em alta complexidade. Possui um Programa de Transplante credenciado no Sistema Nacional de Transplante do Ministério da Saúde, para transplantar rim, fígado, córnea e medula óssea. Tem capacidade instalada atual de 250 leitos, com potencial para até 450 leitos ativos, na dependência do resgate de áreas não utilizadas e investimento em recursos humanos. Realiza por mês cerca de 20 mil consultas ambulatoriais, 450 cirurgias, e 700 internações.

Ensino

Recebe estudantes de graduação das diversas unidades acadêmicas da UFRJ. Por ano, oferece 200 novas vagas para o Programa de Residência Médica e 31 vagas para Residência Multiprofissional em Saúde. Campo de treinamento e formação de 1.795 alunos de graduação e pós-graduação, além de 333 residentes. A Residência Médica do HUCFF é uma das mais procuradas do país. O concurso para 2012 teve 2.230 candidatos inscritos para 206 vagas. Entre os cursos mais procurados estão o de Clínica Médica e Cirurgia Geral.

Pesquisa

O HUCFF abriga importantes laboratórios onde são desenvolvidas produções científicas e publicação de artigos. As recentes conquistas no setor de pesquisa são uma prova de que o hospital tem levado a sério o compromisso de garantir mais qualidade de vida a seus pacientes. É conhecido como um dos principais pólos de produção e disseminação de conhecimento saúde no estado e no país, além de conquistar crescente projeção internacional.