Grupo de Pesquisa em Física Médica (FisMed)

Fis MedDescrição do grupo

O Grupo de Pesquisa em Física Médica (FisMed) é um grupo multicêntrico que reúne profissionais da física para a realização de pesquisa e desenvolvimento na área de Física Médica em todas as suas interdisciplinaridades, representadas pela estreita colaboração acadêmica que mantém com a área médico-hospitalar.

Com a crescente expansão do campo da Física Médica no Brasil, tornou-se necessária uma formação multidisciplinar de profissionais habilitados a tratar, juntamente com médicos, engenheiros biomédicos, enfermeiros e outros, das questões envolvidas em campos como: diagnóstico por Imagens, Radioterapia, Medicina Nuclear e Ressonância Magnética. Entre os objetivos do FisMed incluem-se:

  • geração e promoção de conhecimento em Física Médica, com a elaboração e desenvolvimento de projetos de pesquisa, simpósios, encontros;
  • formação de pessoal especializado e de qualidade, com oferta estágios e cursos;
  • investigação de desenvolvimento de subsídios teóricos e práticos que otimizem o processo ensino-aprendizagem.

O Grupo de Pesquisa em Física Médica também atua propondo atividades complementares que visam propiciar aos alunos vivências de profissionalização, integrando a sua formação acadêmica com as atividades profissionais, antecipando, com isso, a relação teoria-prática. Tal trabalho tem proporcionado também diferentes oportunidades para Iniciação Científica e Trabalhos de Conclusão de Curso de alunos dos cursos de Física ou Física Médica.  

 

  • Linhas de pesquisa

 

Estudos em Medicina Nuclear

Palavras-chave:

Processamento de imagens, Medicina Nuclear, Proteção radiológica, Controle de Qualidade

Participantes:

Ana Luiza SilvaLimaKubo

Ana Maria de Oliveira Rebelo

Janaína Dutra Silvestre Mendes

Tadeu Takao Almodovar Kubo

Objetivo:

Estudar o processo de formação das imagens em Medicina Nuclear e os efeitos de correções físicas e geométricas na quantificação; otimizar práticas e instrumentos para proteção radiológica de trabalhadores e pacientes; avaliar e propor novas rotinas de controle de qualidade de equipamentos e instrumentos em Medicina Nuclear.

Ensino teórico-prático da Física Médica

Palavras-chave:

Desenvolvimento de equipamentos didáticos; Desenvolvimento de procedimentos; Ensino de Física Médica; Desenvolvimento de recursos didáticos on-line

Participantes:

Janaína Dutra Silvestre Mendes

Sergio Ricardo de Oliveira

Tiago Arruda Sanchez

Objetivo:

Analisar e desenvolver estratégias, recursos didáticos, experimentos, procedimentos e equipamentos relacionados às teorias e fenômenos físicos envolvidos em aplicações da Física Médica, na proteção radiológica e favorecer o processo ensino-aprendizagem neste campo do saber. As atividades também propiciam aos alunos vivências de profissionalização, integrando a sua formação acadêmica com as atividades profissionais, antecipando, com isso, a relação teoria-prática que é fundamental para a formação do físico médico que atuará no ambiente hospitalar.

Ressonância magnética funcional (fMRI) para o estudo do cérebro

Palavras-chave:

Ressonância Magnética Funcional, Neuroimagem, Neurociências, Processamento de imagens Médicas.

Participantes:

Tadeu Takao Almodovar Kubo

Tiago Arruda Sanchez

Objetivo:

Aplicação e desenvolvimento de novos métodos de aquisição e processamento de imagens por ressonância magnética funcional para o estudo da fisiologia cerebral e suas alterações, principalmente, nas áreas de psicofisiologia, psiquiatria e neurologia. As imagens por ressonância magnética funcionais (RMf) permitem a definição de mapas de atividade do cérebro humano. A RMf permite caracterizar desde as funções cerebrais normais até as alterações patológicos ou por plasticidade neural, permitindo refinar o entendimento sobre como um processo patológico se desenvolve e como ele pode ser modificado por novos tratamentos. A RMf tem sido aplicada, principalmente, no estudo de doenças com prescrição cirúrgica, doenças degenerativas e desmielinizantes e, ainda, nas desordens psiquiátricas. Estes trabalhos têm permitido a identificações das regiões cerebrais mais acometidas, além de oferecerem valores de referência para o diagnóstico e acompanhamento destes pacientes. Além disso, com estas técnicas de pós-processamento é possível, por exemplo, definir valores normais da atividade hemodinâmica, representando a integridade de áreas de substância cinzenta do encéfalo em medidas anatômicas e funcionais específicas. Estes valores podem ser comparados com grupos de pacientes com diferentes patologias, permitindo uma análise global do acometimento da doença, do respectivo prognóstico e do impacto de novos tratamentos. 

Equipe
Ana Luiza Silva Lima Kubo

Mestre em Radioproteção e Dosimetria na Área de Biofísica das Radiações pelo Instituto de Radioproteção e Dosimetria da Comissão Nacional de Energia Nuclear (IRD/CNEN), com experiência em dosimetria ocupacional usando dosímetros termoluminescentes (TLDs). Graduada em Física, com Habilitação em Física Médica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  Atualmente é Supervisora de Radioproteção no Serviço de Medicina Nuclear do Hospital Federal dos Servidores do Estado e Física Médica no Serviço de Medicina Nuclear do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ).

http://lattes.cnpq.br/9483816594581199

Ana Maria de Oliveira Rebelo

Física, com mais de 23 anos de experiência em Medicina Nuclear, é formada pela UFRJ com mestrado em Engenharia Nuclear, realizado na COPPE. Possui certificação da CNEN de Supervisora de Radioproteção em Medicina Nuclear (FM-0026). Além de Física responsável da Anafis, atua como Supervisora de Radioproteção do Serviço de Medicina Nuclear do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ (HUCFF/UFRJ) na cidade do Rio de Janeiro. Adicionalmente a área hospitalar, também atua ministrando cursos de palestras na área de radioproteção em diversas instituições e hospitais, tais como Sociedade Brasileira de Biologia, Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SBBMN), Hospital Pró-Cardíaco, Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD/CNEN) entre outros.

Gustavo Tukamoto

Formado em Bacharelado em Física Médica, pela Universidade de São Paulo (2009), com Aprimoramento em Física aplicada ao Radiodiagnóstico e Medicina Nuclear pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto – USP onde exerceu atividades teóricas: Física das Radiações; Princípios de Radioproteção e Segurança; Radiodiagnóstico; Medicina Nuclear e práticas em controle de qualidade em Radiodiagnóstico e Medicina Nuclear. Atualmente mestrando na Faculdade de Medicina da UFRJ, no Departamento de Radiologia, na área de pós-processamento de imagens em Ressonância Magnética.

http://lattes.cnpq.br/7127074338433835

Janaína Dutra Silvestre Mendes

Possui Bacharelado Em Física - Habilitação: Física Médica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro com graduação sanduíche em Physikalische Technik Medizinphysik - Technische Fachhochschule - Berlin. Atualmente é professora auxiliar do Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina da UFRJ, consultora em Física Médica na empresa ANAFIS - Assessoria em Radioproteção Ltda. e física responsável pelo quarto terapêutico do Hospital Samaritano. Tem experiência na área de Física, com ênfase em Física Médica, atuando principalmente nos seguintes temas: medicina nuclear, proteção radiológica, treinamento profissional e educação continuada.

http://lattes.cnpq.br/1661761102945997

Sergio Ricardo de Oliveira

http://lattes.cnpq.br/8117577552674539

Tadeu Kubo

Físico-Médico formado pela Universidade de São Paulo com mestrado na área de  Radioproteção e Dosimetria com ênfase em Medicina Nuclear pelo IRD-CNEN. Atua nos tópicos de pós-processamento de imagens e sinais em Ressonância Magnética e Medicina Nuclear; Proteção radiológica em Medicina Nuclear. Atualmente é Supervisor de Radioproteção em Medicina Nuclear nas Clínicas CDPI – Clínica de Diagnóstico Por Imagem e Multimagem PET SA, onde atua também no Centro de Estudos com pós-processamento de imagens em estudos de doenças neurodegenerativas.  

http://lattes.cnpq.br/6071625205246123 

Tiago Arruda Sanchez

É doutor em ciências, na área de Física Aplicada à Medicina e Biologia, pela Universidade de São Paulo (2009), onde também recebeu o título de mestre (2005). Licenciado em Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003), tem experiência nas áreas de Neurociências e Física Médica, com ênfase em Imagens por Ressonância Magnética Nuclear atuando, principalmente, nos seguintes temas: neuroimagem e neurociência comportamental, ressonância magnética funcional (fMRI), agente de contraste oral em ressonância. Utiliza a fMRI em estudos de regulação emocional e outras pesquisas em psiquiatria e neurologia. Recentemente, fez pós-doutorado no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente, é professor adjunto da Faculdade de Medicina da UFRJ, no Departamento de Radiologia.

http://lattes.cnpq.br/9674407216748382

Alunos:

André Gomes da Silva
http://lattes.cnpq.br/6349115373381682

Assistência

Atende 42 especialidades médicas e 23 programas em alta complexidade. Possui um Programa de Transplante credenciado no Sistema Nacional de Transplante do Ministério da Saúde, para transplantar rim, fígado, córnea e medula óssea. Tem capacidade instalada atual de 250 leitos, com potencial para até 450 leitos ativos, na dependência do resgate de áreas não utilizadas e investimento em recursos humanos. Realiza por mês cerca de 20 mil consultas ambulatoriais, 450 cirurgias, e 700 internações.

Ensino

Recebe estudantes de graduação das diversas unidades acadêmicas da UFRJ. Por ano, oferece 200 novas vagas para o Programa de Residência Médica e 31 vagas para Residência Multiprofissional em Saúde. Campo de treinamento e formação de 1.795 alunos de graduação e pós-graduação, além de 333 residentes. A Residência Médica do HUCFF é uma das mais procuradas do país. O concurso para 2012 teve 2.230 candidatos inscritos para 206 vagas. Entre os cursos mais procurados estão o de Clínica Médica e Cirurgia Geral.

Pesquisa

O HUCFF abriga importantes laboratórios onde são desenvolvidas produções científicas e publicação de artigos. As recentes conquistas no setor de pesquisa são uma prova de que o hospital tem levado a sério o compromisso de garantir mais qualidade de vida a seus pacientes. É conhecido como um dos principais pólos de produção e disseminação de conhecimento saúde no estado e no país, além de conquistar crescente projeção internacional.