"A vida de uma instituição depende de muitas vidas que
a elas se dedicam"
Clementino Fraga Filho
O documento abaixo deve-se a FUNDAÇÃO UNIVERSITÁRIA JOSÉ BONIFÁCIO que vem cumprindo sua meta de preservação da memória histórica, política e cultural da UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO.
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Clementino Fraga Filho |
Sobre a direção da Faculdade estava Augusto Brandão Filho, sendo Pedro Calmon Reitor da Universidade, este reconheceu a respeito dos prejuízos causados ao ensino clínico a falta de um Hospital próprio. Paralelamente, ficou resolvido que a Cidade Universitária seria construída no terreno de aterro do arquipélago próximo à Ilha do Governador, ficando o plano de obras a cargo do Escritório Técnico da Universidade do Brasil (ETUB), ligado a DASP.
Com o projeto do HU definido, por equipe chefiada pelo arquiteto Jorge Moreira, a obra foi iniciada, em setembro de 1950, prolongando-se no ritmo incerto de recursos, até 1955, quando foi interrompida. Projetado para 1. 800 leitos, construi-se uma imensa estrutura de 220.000 m2. Esta construção arrastou-se por duas décadas, dadas as incontáveis dificuldades porque passou a obra.
Em 1967, o Reitor Raimundo Moniz Aragão designou a Comissão dentre os integrantes: Clementino Fraga Filho (vice - Reitor), Carlos Cruz Lima (Decano do Centro de Ciências da Saúde), José Lemos Lopes (Diretor da Faculdade de Medicina), J. Lopes Pontes, Mariano de Andrade e Amaral de Osório (sub-reitor do Desenvolvimento) para reexaminar o projeto do Hospital. Nesse mesmo ano alunos da Faculdade de Medicina participaram do movimento pela retomada das obras.
Em 1970, no reitorado de Djacir Menezes, a Comissão de Implantação resolveu que o Hospital ocuparia apenas 110.00 metros quadrados, isto é, metade da área total da estrutura. O reinício das obras do Hospital data de 22 de janeiro de 1971 sendo que ao findar o ano de 1972, por circunstâncias várias, por fluxos de recursos, a obra do Hospital Universitário entrou em ritmo lento, chegando em pouco tempo à paralisação.
A retomada da obra porém, deu-se no reitorado do professor Hélio Fraga. Assim que assumiu a Reitoria em setembro de 1973, resolveu reorganizar a Comissão em 25 de junho de 1974, limitando-se somente a IMPLANTAÇÃO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO. Comissão inicialmente composta por: Clementino Fraga Filho , Presidente; J.P Lopes Pontes e Mariano de Andrade (Faculdade de Odontologia) Ernani Braga (assessor de saúde da Diretoria da Faculdade de Medicina)
Em novembro de 1974, o Conselho de Desenvolvimento social, aprovou a concessão da verba inicial para a retomada do projeto, no valor de 80 milhões e 500 mil cruzeiros. o reinício das obras ficou assim condicionado à liberação dos recursos, ocorrendo em 1975. Todo esse período decorreu sob o Governo Geisel , sendo o Ministro da Educação o Senador Ney Braga.
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O Reitor Luis Renato Caldas |
A IMPLANTAÇÃO DO HU se fez em um momento político muito difícil. Sob o regime ditatorial, em meio a contestações e protestos estudantis, não eram fáceis os canais de comunicação com o governo. Muitos consideravam o empreendimento fora da realidade. Felizmente no primeiro dia de março de 1978 sob o governo do Presidente Ernesto Geisel sendo o Ministro do Estado da Educação e Cultura o Senador Ney Braga e no reitorado de Luis Renato Caldas e Presidente da Comissão de Implantação o Clementino Fraga Filho foi inaugurado o Hospital Universitário.
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Vista aérea do Conjunto de Ciências e Saúde à época de Implantação |
Cerimônia de inauguração do Hospital Universitário com a presença do Presidente Ernesto Geisel |
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Presença do Reitor; Diretor e do Presidente do INAMPS |
Placa de inauguração |
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O Hospital passou a como órgão mais diferenciado, em níveis terciário e quaternário, assegurando serviços de alta qualidade, equiparáveis ou melhores que o da rede privada. Ao mesmo tempo, através da vasta rede de ambulatórios deveria prestar cuidados primários a população da Ilha do Governador e adjacências. Sendo assim uma miniatura do Sistema de Saúde, visando a excelência.
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O Hospital Universitário situa-se no plano mais elevado da hierarquia das Instituições de Saúde, devendo estar aparelhado, de um lado para prestar serviços médicos da melhor qualidade, nas áreas pela Medicina Preventiva. Quatro pontos foram considerados fundamentais na administração: a autonomia em relação as outras Unidades como o Centro de Ciências de Saúde da UFRJ, o relacionamento com a FUNADAÇÃO UNIVERSITÁRIA JOSÉ BONIFÁCIO-FUJB; a delegações de poderes à direção do Hospital e a descentralização. Quatro divisões foram criadas: Recursos Humanos, Finanças, Atividades Gerenciais e Engenharia., Divisão de Enfermagem, tornada autônoma, em pouco tempo se afirmou pelo compromisso com o doente e o sentido de responsabilidade assumido.
A UFRJ possui hoje, um grande complexo hospitalar, com oito hospitais em pleno funcionamento, oferecendo aproximadamente 1.100 leitos à população do Rio de Janeiro: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Instituto de Ginecologia, Instituto de Neurologia Deolindo Couto, Instituto de Psiquiatria, Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira , Instituto de Tisiologia e Pneumologia, Maternidade-Escola e Hospital-Escola São Francisco de Assis.